Investimentos em infraestrutura no Brasil devem chegar a R$ 300 bilhões em 2026.

De acordo com estimativa da Abdib, o Brasil poderá atingir um patamar recorde de R$ 300 bilhões em investimentos em infraestrutura em 2026, afirmou Venilton Tadini, presidente da entidade.

A projeção indica que os segmentos de transporte e logística, com R$ 76,5 bilhões, e saneamento, com R$ 44,5 bilhões, serão os principais vetores do crescimento. A energia elétrica, apesar de liderar em volume de recursos, também deverá sustentar o desempenho positivo do setor.

De acordo com cálculos da Abdib, o Brasil precisa investir ao menos 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, o que equivale a cerca de R$ 500 bilhões por ano. “Há um hiato de quase R$ 240 bilhões necessários”, afirmou Tadini.

Segundo o presidente da entidade, mesmo que todo o estoque de cerca de 500 projetos, com mais de R$ 750 bilhões previstos, saísse do papel, o país ainda não atingiria, no curto prazo, o patamar considerado necessário para o desenvolvimento.

“Estamos falando de um volume de investimentos que precisaria crescer de forma significativa para alcançarmos os R$ 500 bilhões anuais por pelo menos dez anos. Isso é fundamental para elevar o estoque de infraestrutura de 35% para 55%, nível observado em países desenvolvidos”, disse.

Tadini comemorou o aumento do investimento privado nos últimos anos, mas ressaltou que, para o Brasil atingir esse patamar, é necessário reforçar o investimento público, que atualmente representa apenas 17% do total.

“O investimento público é fundamental para garantir que esse crescimento ocorra de forma planejada e com as prioridades adequadas. Sem dúvida, o maior desafio é a falta de uma articulação clara entre os diferentes poderes para alinhar o orçamento às prioridades de infraestrutura”, afirmou.

O presidente da Abdib também criticou o volume de emendas parlamentares, que, segundo ele, acabam ocupando espaço no orçamento que poderia ser direcionado a projetos estruturantes.

“O que temos hoje são emendas parlamentares sendo direcionadas de forma desarticulada. Há uma grande quantidade de recursos — cerca de R$ 58 bilhões — sendo alocados para projetos sem conexão com as estratégias de médio e longo prazo do governo. Isso precisa ser repensado”, declarou.

Para Tadini, o cenário positivo de investimentos é resultado de uma combinação de fatores, com destaque para a criação do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal.

“O PPI foi crucial porque promoveu maior articulação entre os agentes reguladores, o Poder Executivo, as agências de fiscalização e os bancos oficiais”, afirmou.

Segundo o executivo, o programa reduziu a rigidez e o distanciamento entre as partes, ao trazer, por exemplo, o Tribunal de Contas da União (TCU) para mais próximo do processo de negociação.

“O TCU e outros órgãos de controle passaram a atuar de forma mais coordenada. As questões regulatórias e contratuais se tornaram mais claras e sistemáticas, o que aumentou a previsibilidade para os investidores”, declarou.

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